domingo, 23 de março de 2008

O que eu aprendi com Miguel Falabella:

“Eu sou um doce.
As pessoas têm problemas com quem trabalha,
por isso inventam coisas a meu respeito. Mas não
tenho interesse em quem não gosta de mim.
Esses não servem nem para limpar
minhas vidraças"


(o próprio)

domingo, 9 de março de 2008

Vagabundos

Durmimos e vivemos ao sol como ciganos,

Fumando cigarros vaporosos;

Nas noites de verãos, namoramos estrelas.


Andamos rotor, sem bolsos nem dinheiro;

Mas temos na viola uma riqueza:

Cantamos à lua, de noite, serenatas,

E quem vive de amor não tem pobreza.


Temos por palácio as longas ruas;

Passeamos a gosto e durmimos sem temores;

Quando bêbados, somos reis com um poeta,

E o vinho faz sonhar com os amores.


O degrau das igrejas é trono,

A pátria é o vento que respiramos

Nossaa mãe é a lua macilenta.

E a preguiça é a mulher por quem suspiramos.


Escrevemos na parede as nossas rimas,

De painéis a carvão adornamos a rua;

Como as aves do céu e as flores puras

Abrimos o peito ao sol e durmimos à lua.


Somos filhos do calor;

Não cremos no diabo nem nos santos ...

Rezamos à Nossa Senhora e somos vadios!



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Lord Byron há de perdoar as adaptações,
aff... quem mandou escrever falando de nós?
Nós, na foto, é - singular - em sentido horário :
Dan, Ian, Tulo, a viola, Rai, Rike e Dipas.
Victor atrás da lente - talento, ai ai -, Tháta e Tito no banco [da praça].

Onde queres um anjo: SOU MULHER!

Muulher, só sei que sem alma nunseiquenunseiquêlá a calma... Esqueci a letra ;$ . O que é absolutamente explicável, onde mais eu iria rememorar tal canção se a serie - ótima, diga-se de passagem - terminou e Emilio Santiago não faz parte do mundo real?! Além do mais, reverências ao sexo feminino ficaram tão limitadas ao dia de ontem e as 'poesias' hoje são outras. Então, como representante da classe, venho por meio desta saudar o que há de Deusa em todas nós. Não vou falar aqui da beleza que é gerar, parir e amamentar, não seria assim uma grande novidade, embora eu concorde que é um belo mérito. Não quero saber se ganhamos espaço no mercado, título de eleitor e mais liberdade nos relacionamentos e soutiens. Até porque eu preferia ser dona de casa a ser dona de casa, mãe, mulher, profissional e bem resolvida, dá trabaalho essa de ser feminista! Prefiro omitir minha opinião sobre o corpo bronzeado da mulher brasileira, mas gosto de cruzar e descruzar as pernas numa micro-saia. Não falo também da delicia que é usar TPM e dor de cabeça como prerrogativa pra tudo que não quero fazer e não faço. Ah, mas a malicia em si merece quantas vivas eu poder dar, e dou. Vivas também ao sexto sentido e todo o resto que simplesmente se sente, sem se falar, ou ao menos saber e externar, pra que verbalizar se nem há tanto entendimento pelo mundo a fora? E também à sagacidade, a intuição, a fidelidade e dissimulação e vivas à inveja do homem quanto aos orgamos múltiplos! Siim, ver que há em vocês admiração e adoração e veneração e idolatria e devoção e invejinha boa simeporquenão nos é tão prazeroso, é tão bom estar em vocês quanto ter vocês em nós.



- me senti a mulé agora. ObrigadA Caetano e todos os homens que nos fazem ser assim tão m[u/e]lh[e/o]res todos os dias.

A paixão me pegou [...]


Apaixonar-se não é um processo cancerígeno, não até certo ponto. A paixão não se instala enquanto suas células gritarem 'NÃO!'. Por mais fulminante que pareça ser, ela tem o mínimo de educação... Pede-te licença, não entra sem bater [o que você pensava que era aquilo dentro do peito?], em algum momento ela pede permissão e, sem perceber ou titubear, dizemos sempre que sim. Mil vezes sim. E então o estrago já está feito! Como uma metástase a, paixão se espalha pra cada tecido saudável, órgãos, organismos, e então tudo que é seu, cada segundo e os sem numero de suspiros, gira em torno desse Todo Poderoso Sentimento. O passo, o pulso, tudo enfim. E o orkut também, aliás, o orkut principalmente. E o blog tem um tom de in love que parece não ter fim. E nos seus papos do intervalo entre uma aula e outra - e na aula também - só há um assunto: a espera de redes, labirintos. E não é só o presente, é meio que 'tridimensional' ... o passado inteiro se justifica pelo que você vive agora e o futuro só cabe em sua vida se ele couber ao seu lado. Eu? Ah, estou em estado terminal. Não sei se sou eu quem se acaba um pouco por vez que respiro ou se é o que há dele em mim que tem de sair pro oxigênio poder entrar. E, quanto a todas as vezes que eu disse sim, eu diria mais uma vez. E duas até. Foi bom ME permitir. [...]Se pego -uii. Me entrego e fuii !'


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Não há tempo que volte, amor'
... um ano, então, nem se fala x)

sábado, 1 de março de 2008

by Mamãe ~

Já passa das 11:25 min e o fogão continua lá, com suas bocas frias, sem panelas e eu me lembro de uma outra cozinha, onde àquela hora, com certeza o fogão estaria repleto de panelas exalando seus cheiros pelo ar e haveria o movimento de pessoas entrando e saindo da cozinha, um jeito tão doce de família. Uns, acabando de acordar, tomavam seu café da manhã ainda com suas caras de sono, outros que já sentavam e aguardavam o almoço, perguntando a ele se “ainda vai demorar”. Transporto-me em pensamento e volto àquela cozinha q está lá, tão distante e sinto meus olhos úmidos. Sinto saudades dos cheiros, das vozes, dos risos, dos gritos e daquela comida q me alimentava a alma...Quem sou eu hoje, agora? Um endereço, um número, uma certa casa rosada, uma cozinha e uma saudade infinita...













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Em qual cromossomo expressou-se 'isso'?

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Decadence avec elegance

Baby doll, pés descalços e, do rabo de cavalo, voam uns fios dourados, nas unhas ruídas ainda dá pra ver qualquer resquício do que, um dia, foi um esmalte vermelho. Lhe falta um cigarro marcado de batom entre os dedos e um copo de extrato meio-cheio de um vinho barato... mas lhe sobra na alma um quê do sereno das madrugadas. Desce assim de elevador até a garagem - ela tem medo de garagem e de elevador e de ficar só. O lixo em uma das mãos e a outra descrevendo ondas no ar enquanto ela cantarola Piaf. Escolheu a música errada, isso lá é hora de perguntar 'a quoi ça sert l'amou'? Então ela devaneia, se perde entre as lembranças da calçadas, dos violões, as rodas sem começo ou fim e os amores de hora marcada. Godard agradece o fato daquela porta não ter sido aberta em qualquer andar, ou ele se culparia eternamente de não ter estado lá, ele e uma câmera. Mas nem mesmo ele, nem mesmo Van Pelt ou V.Mo, não há lente que absorva o que há ali e do que há ali tão desigual. Acreditou-se um dia que fotos roubavam almas, só assim daria pra tornar físico o que se sente no ar. O que faz dela tão glamourosa e tão decadente passa longe de Pradas bambos, batom borrado, sarjetas, canções e olhos de ressaca - o que não impede de estar presente em tudo isso. O que faz dela ex-dançarina do Moulin Rouge é essa sua vontade de viver dez anos em mil, mas nunca parar de viver catando migalhas do que foi um dia. A propósito, ela nunca foi diferente.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Sabe o que eu queria agora, meu bem?

Esse modelo de publicações semanais é uma afronta à alma do Deusa Menina ... há tanto a dizer, tantas coisas que eu sinto e só cuspo aqui. A cidade lá fora é insensível e fria, até as pedras do caminho me soam mais receptivas que os cumprimentos por pura educação. Acho que só as pontes amarelas sabem de mim; sabem quantas vezes passo por ali, me apoio, penso em atalhos, me prendo a qualquer poesia nisso tudo, respiro e continuo andando; só elas sabem o que só minha língua diz. Minha boca não abre. O complexo de cigana obliqua dissimula cada dor. Às vezes coloco tudo que sinto em ordens, formulo frases e textos e desabafos, recolho tudo e engulo outra vez. Aquilo vai formando um nó e vem um desespero, eu quero gritar, quero sumir, quero é chorar ... mas eu nem choro. Entôo meu mantra pessoal: vai passar, vai passar, vai passar ... você vai crescer, vai estar lá, vai ver tudo, vai vencer ... vai voltar. Mas nada afasta o medo de ser tão pequena e indiferente e vazia quanto o mundo em volta me faz parecer. Eu tenho medo que alguém pinte minhas paredes de branco, que cortem as árvores dos caminhos por onde sempre andei, que quebrem os bancos da praça, que fechem a capela que eu nunca via aberta, que privatizem meus eucaliptos, que construam um prédio bem em frente a minha janela, que o padeiro esqueça a receita do palmier, que calcem a rua que um dia eu sonhei ladrilhar, que tudo que há de mim solto por aí vá se perdendo e se dissolvendo e diluindo e esvaindo até o dia que não haja mais eu em nada. Tenho medo que meus amigos me esqueçam, que contem seus pesadelos e coisas fúteis a alguém mais legal, inteligente e presente, que ele não ache alguém assim e se apaixone do mesmo jeito, que esse texto fique longo demais, triste demais. Que ninguém leia. Que leia ou nem ligue. Ou ligue querendo saber se cortei os pulsos ou se tenho procurado qualquer outra ‘saída de emergência’. E agora Vander Lee canta aquela músiquinha piegas pra mim ...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Foda-se !

Se a comida era sem sal
Se enfiou o pé na jaca
Se alguém chutou o pau da sua barraca
Se ele não foi honesto,
antes que você exploda:
- ctrl alt del -
e o resto que 'títulodopost' !
Se seu time não ganhou
Se ainda não é fevereiro
Se a patroa te deixou cabreiro
Se o sinal está vermelho
Se a fé lhe pôs de castigo
Amigo, aceite esse conselho .
Se você não é bem vindo
Se a mala não tem alça
Se a barriga tá saindo fora da calça
Se nunca ninguém te entende
Se era vidro e se quebrou
Se ainda se arrepende do que passou :


Deixa pra lá, meu irmão ~
D e i x a p r a l á !
- aperte o botão -
Não leve isso taaão a sério














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p.s.¹: 'me libertei daquela vida vulgar' , entendam.
p.s.²: mãe, se te conforta, 'isto' é um mantra do zen-budismo, juro e juro !
p.s.³: Narraus, dei preferência aos textos em verso. Gostou não? F o d a - s e .

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Ainda é cedo

Eu gosto de dizer adeus, é doce o sabor ardente de me negar. Gosto de abandonar, de fugir, de voar para longe. Mas a delicia vem exatamente de escolher ir embora. Quando me despedir é a única opção presente tudo perde essa cor furtiva de se possuir. Hoje o adeus só me traz uma angustia sem fim. Me pego pensando em qual dos proximos capítulos vai chegar o entrocamento em que cada um toma seu rumo, se as fotografias serão as últimas e mais fieis lembranças de nós ou se esqueceremos nossos nomes, se não honraremos nossas promessas e se as canções irão se dissipar no vento com nossas vozes. Num cinco de fevereiro enterro essa idéia absurda do tudo tem que ser como se é, hoje eu acredito em escolhas. Há sempre um vírgula em qualquer lugar, uma pausa pra que você possa decidir quais serão as proximas linhas. Não quero escolher pontos. Antes do cordial 'bom dia' aos céus, eu quero vírgulas, breves vírgulas, afinal, conheço as respostas certas de todos os meus desejos. É tão simples, vocês me ensinaram e é por vocês que eu digo : só o amor é luz . Se isso vai acabar? Se aceito que caminhemos sempre juntos? Se aceito dividir com vocês os meus dias? Por todos os dias da minhas vida - Sim ! - O amor é sempre amor; levo vocês em minh'alma, onde quer que eu vá; divido minha vida, vocês são minha vida e a morte não nos separa.

Asas ... !

Ela disse que tem voado tão baixo. Vôos rasantes. Daqueles
que a gente sente congelar a alma! O chão nunca esteve
tão perto e, em outros tempos, os segundos duravam menos.
A gente até consegue se ver aos caquinhos lá embaixo e
pensa que, caso aconteça tal tregédia, não mais voltaremos
a voar. Talvez é dessa dor que venha a força necessária e
então nos reerguemos. E o céu é meu, é rima e é solução.
É nosso ... nós fazemos por merecer. Construímos nossas
pistas de pouso, voltamos ao ninho e até renascemos
das cinzas. São mesmo indefectíveis esses artistas com alma
de passarinho, ou seria o contrário? Vai saber. Tenho
mesmo é pena das galinhas. Atrofiam suas asas, se contentam
com migalhas. Meu papo só enche com muito e de vez.












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enquanto pisas no chão,
minha alma salta
e ganha a li ber da de
na amplidão




Lilith

Minha foto
25 anos de sol em leão. queria voltar ao tempo em que era cool escrever letra de música no perfil / cozinha, escreve, pratica boxe e é jornalista nas horas vagas / acha que "transtornada" é um nome muito bacana para quem tem TDAH, eu tenho.