quinta-feira, 3 de julho de 2008

à la garçonne

Feminista eu nunca fui. Ao menos não do tipo certo. Sou, inclusive, contra a Guerra dos Sexos... Pra quê? /se tudo junto é tão melhor' Acredito nos complementos e dou liberdade às interpretações [6] ~
Enfim. Creio que ver o voto feminino como grande conquista, vindo de uma mulher, é tão grande – ou maior – submissão quanto esfregar cuecas freadas. Acho que soutiens são desconfortáveis, mas não queimaria os de renda, sobretudo os pretos! Eu nunca comemorei o oitodemaio. Sei quantas mulheres queimaram por esta causa e não exitaria jamais em saber ser c a r v ã o também.
Me assusta – e enoja – ver que ainda há um ranço de machismo por todos os cantos. Quantos homens ainda esperam Eva brotar da sua costela? Quantas mulheres os culpam por isso, tacam paus e pedras em Chico por ‘Mulheres de Atenas’ mas nunca viram nada errado quando Vinicius nos manda ser feitas só pra amar, sofrer e, ainda assim, ser só perdão
♪♪ ? Tsc Tsc.

ELeS* NÃO ENTENDEM NADANADANADA DO QUE DIGO, CAETANO!

Mudo com freqüência minhas resposta ao Orkut, ninguém nota. Esses dias apaguei todos os álbuns : MIL RECLAMAÇÕES. Posto e reposto nisto aqui, disso até falam. Mas, por estes dias, uma visita me impressionou e, confesso, conseguiu irritar a Lilith em mim: BELOS CABELOS, ele disse.













Não me afeta ser bonita. Mas não serei só isso, nem se engane.







        
        
        

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Brigadinha, Victor :)


[Des]ordenando a [falta de] ordem disto aqui, lá vai um Selinho.

Além de me congratular com o próprio selo, meu príncipe ainda usou meu livro em seu blog. Foi difícil a escolha, principalmente pela questão das 161 páginas. Escolhi aquele que marcou minha infância e que, por tanto, não sai de minha cabeceira. Por José de Vasconcelos: Meu Pé de Laranja Lima.

"Riu-se afetuosamente e prosseguiu"

~

terça-feira, 1 de julho de 2008

Modéstia

     
Tristão não teria se apaixonado por Isolda; Nem Júlio Cezar por Cleopatra,
Nem Oswald de Andrade por Pagu;
Nem Orfeu por Eurídice [♪♪] ; Nem Nando pela [presença de] Anita;
Nem H.H. por Lo. Li. Ta.;
Nem O Alquimista por Fátima; Bentinho por Capitu;
Nem Osiris por Isis; Nem Romeu por Julieta;
Nem Adão por Lilith ... Se todos eles tivessem me conhecido antes.
     
Setembro de 2005.
     

~ meninas são tão mulheres, seus truques e confusões.

     

domingo, 29 de junho de 2008

Hiperatividade Insone.

    
    
   
    
        
    
    
    
    
        
    
    
    
    
        
    
    
    
    
        
    
    
    
    
        
    
    
    
    
        
    
    
    
    
        
    
    
    
    
        
    
    
    
    
    


Se liga só no slogan:
CORAGEM, CORAÇÃO ~
    
    
    
    
    
    

Mal Necessário

Cavei, nos tempos em que isto aqui estreava, covas rasas. Enterrei o que a mim parecia medíocre e tacanha. Chorei. Cuspi. Escarrei. Pra cada porção desse adubo orgânico, fiz brotar uma rosa e três espinhos. De joelhos, roguei a Deus. Queria vê-los, os atos os autos e os autores, todos a queimar, arder, ferver em carne viva lá dentro do Inferno de dentro - lá de onde brota o enxofre e as chamas. Eu podia vê-los agonizar numa quase morte que nunca se consumaria. Queria ver se, enquanto inflamavam, eles saberiam lançar seus olhares de açoite. Queria vê-los julgar enquanto são julgados, condenados, punidos. Queria ver quantas voltas o ponteiro do relógio - o fino, o dos segundos - daria até que aquelas mentes se cansassem de cumprir o papel de crânio. É o mesmo fogo que queima que há de vir purificar os vivos e os mortos. Esperei, senhor, que morrendo na fogueira estes seres aprendessem a ser carvão. Ó, senhor, errei e me arrependo. Hoje, vejo que o fiz gastar tanta lenha com o inelevavél*. Quem nasceu pra ser ralé, há de passar a eternidade rastejando.


    

    

    

    

    

    

    


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¹ dos tempos de estreia: Aqui Jaz

² do que aprendi com quem é Inclassificavel:

oferece a outra face, mas não esquece o que fazem

³ * da lingua do Éden, aquele que não se eleva

    

    

    


Superfantásticamente.

Certa vez, prometi algo a mim. E saí de casa disposta a cumprir. Entrei, me dirigi até o balcão e fui informada por uma atendente que, naquele local, não seria possível. Como se me fosse soprado ao ouvido, eu sabia que não estaria a cima do que aconteceu. Fui tomada por uma vontade imensa de chorar. Com as mãos tapando o rosto, parei em frente a uma prateleira e, quando as lágrimas já faziam menção de saltar dos olhos, eu as ouvi dizendo: montiiinho. E, de repente, eu era invadida por algo bom. Era carinho. Naquele momento era o que me erguia e me manteria no alto ao longo dos dias. Eu mal podia acreditar. Era São João, estava em casa e elas estavam aqui comigo! E os dias iam se repetindo numa cadencia perfeita, eu poderia viver assim por todo o sempre. Dormir quando o despertador do Universo toca. Acordar quando todos já cansaram da luz do dia. Se pintar. Se enfeitar. Sair às ruas e viver. Enquanto a própria vida parecia fatigada. Uma estrela risca o azul anil, pedi um amor ... ele veio mas não quis ficar porque sempre esteve ali. Eu quis morrer. E lá estavam elas. Quando apertava a fome, eramos as quatro na cozinha, era Macarrão Babylônico, Tortillas a la Pimenta Calabresa ou Chocolate Quente em canecas coloridas. Entrar no quarto era tarefa pra Jack Sparrow. Falando em piratas, eram doces os relatos do mar. Do Atlântico. Nado borboleta. Boiaar. Nado Créeeeu. São doces todas as lembranças. É doce quando toca Patrulha do Samba. E é mais doce ainda quando tiram a calça jeans. Ui. - Streap com esse cinto? Não. São doces os olhos azuis de Lis e os verdes de Zic. São doces os olhos de vocês enquanto eu conto o que nem eu entendo. É doce o jeito que vocês têm de dizer que eu não presto. A VCL é doce. Tequila é doce. Lícor de Graviola é doce. Mas entrar nesse quarto vazio é dos mais amargos [dis]sabores que conheço. É azedo. É estranho caminhar até a minha cama sem tropeçar em malas, é estranho me vestir sem encontrar peças de roupas alheias. É estranho estar triste e não ter colo. É especialmente estranho não ter com quem dividir as alegrias, o meu quarto, meu computador, minha casa, minha vida. Enfim, é estranho estar sem vocês. É tão bom viajar nesse balão /põe o cinto x)







sexta-feira, 27 de junho de 2008

/semresposta

     
          
          
     
- Você me ama?
- Amo.
- Como?
- Não sei, não parei pra pensar.
     
    
     
     
     
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eu não sei como te amo, mas sempre soube o quanto: dois cocos.


La Merde

Estou que é só personagem,
um destes grandes sucessos esquecidos
de um brilhante autor exaurido.
De tanto pintar a cara,
acabou a tinta, acabou-se a tela e,
dos pinceis, acabaram os golpes precisos.
Do oceano de outrora,
não resta água pr'um copo.
/engulo a seco.
A casa está lotada, mas as cortinas
se manterão cerradas esta noite.
Que se apaguem todos os holofotes.

Não há mais nada pra arte imitar.
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quinta-feira, 26 de junho de 2008

-
mas não tem nada não.
eu bem que me conheço
sei que um dia viro a mesa
e mudo de endereço

(8)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Opção três

Lis, senta aqui. Quero te ensinar umas coisas. Nada sobre cegonhas ou bala de estranhos. Não ainda.Hoje quero te falar dos sonhos.

- De quando eu fecho os olhos?

Não, minha flor. Dos sonhos grandes. De quando a gente acorda.É que, quando a gente cresce, os caminhos ficam difíceis, com buracos e lobos e esquinas.

- Você me ajuda, mamãe?

Hmhum. Mas a escolha é sempre sua. A vovó, por exemplo, quando me mandou de Alémar pra capital, esperava que eu escolhesse o [caminho] direito. Eu escolhi passar fome...

- Ó, você passou?

Linguagem figurada, um dia você aprende.Enfim. Aprenda logo que, quando a se quer de verdade,a gente aprende a plantar, colher e cozinhar. Mamãe aprendeu. Aí eu descobri que precisava encher o prato com outras coisas.

- Verdurinhas?

É. E palmas também. Mamãe rodou o mundo!Experimentei outros sabores: caviar, enlatados, pão bolorento.Com as coisas amargas, aprendi a guardar doces pra depois das festas.E são essas as coisas que quero te mostrar...Quero que você devore bons livros, chicos e caetanos.Quero que você conheça o gosto do vento da Escola de Agronomia.Quero que você saiba que arte alimenta.Quero que você não esqueça que a alma do mundo ajuda os que sonham de verdade.

- E com que você sonhava, mamãe?

Com você, Lis.
          
          
             

Lilith

Minha foto
25 anos de sol em leão. queria voltar ao tempo em que era cool escrever letra de música no perfil / cozinha, escreve, pratica boxe e é jornalista nas horas vagas / acha que "transtornada" é um nome muito bacana para quem tem TDAH, eu tenho.